Pensar antes de codificar.
Toda decisão de arquitetura é registrada em texto, revisada por outro engenheiro sênior e arquivada. O código vem depois — e somente depois.
Somos quarenta e sete engenheiros, pesquisadores e designers em três andares de Ipanema. Trabalhamos para empresas que precisam de software bem feito — e que sabem reconhecê-lo quando o veem.
A Órbita Fractal foi aberta em uma sala de três janelas na Rua Visconde de Pirajá, em julho de 2014, por três engenheiros que vinham de longas passagens em bancos digitais e em centros de pesquisa. A ideia era simples e antiga: montar uma casa onde o software fosse tratado como ofício, com a mesma seriedade que se trata uma obra de arquitetura ou um instrumento de precisão.
Doze anos depois, ainda estamos no mesmo endereço — agora em três andares — e ainda discutimos cada decisão importante na mesma mesa redonda da primeira sala. O que mudou foi a equipe, o número de clientes e a confiança de empresas que voltam para uma segunda, uma terceira, uma quinta empreitada.
Não acreditamos em crescer por crescer. Ao longo dos anos recusamos mais propostas do que aceitamos, abrimos uma vaga apenas quando a anterior já está integrada e mantemos o mesmo modelo de sociedade. Quem entra, entra para ficar.
Os princípios abaixo foram escritos em 2014 e ajustados duas vezes desde então. São lidos em voz alta no primeiro dia de cada engenheiro novo na casa.
Toda decisão de arquitetura é registrada em texto, revisada por outro engenheiro sênior e arquivada. O código vem depois — e somente depois.
Toda entrega tem um responsável visível. Não há código órfão, não há decisão anônima, não há trabalho que ninguém queira reconhecer no futuro.
Escrevemos para o engenheiro que entrar na equipe daqui a três anos, sem nosso contexto. Se a documentação não o ajuda, não está pronta.
Nenhuma divergência técnica é resolvida por mensagem escrita. Sentamos à mesa, ouvimos os argumentos e registramos a decisão — com o nome de quem decidiu.
Se um pedido não combina com a casa, dizemos não com clareza e indicamos quem fará melhor. Recusar bem é uma forma de respeitar o cliente.
A casa só abre uma vaga quando a anterior já está integrada. Preferimos recusar contratos a aceitar e depois pedir prazo extra ao cliente.
A pressa é a primeira inimiga do bom software. A segunda é a vaidade de quem o constrói.
— Helena Vasconcellos, sócia fundadora · 2017
A sociedade é fechada e composta pelos três fundadores. Toda decisão estrutural passa pela mesma mesa onde o primeiro contrato foi assinado.
Sócia · Arquitetura
Quinze anos em sistemas distribuídos no setor financeiro antes da casa. Formada pela UFRJ, com pesquisa em sistemas tolerantes a falhas no LNCC.
Sócio · Infraestrutura
Engenheiro de plataforma com passagem pela Embraer e por dois bancos digitais. Cuida da prática de nuvem, redes corporativas e operação contínua.
Sócia · Segurança
Especialista em segurança ofensiva e em conformidade regulatória. Atuou em programas nacionais de auditoria antes de fundar a casa em 2014.
Se sim, escreva contando o contexto. Lemos cada mensagem, respondemos em até 48 horas úteis e indicamos um sócio para a primeira conversa por vídeo ou na sede.